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HomeWelcomeJun 29, 2005
Grupo para quem gosta e admira este grande escritor português e seus heterônimos mais famosos (Ricardo Reis, Alberto Caeiro e Álvaro de Campos).
Vamos discutir nossos poemas favoritos, nossas impressões e nosso amor pela poesia de Fernando Pessoa! **********AVISO A NAVEGACAO: o grupo FERNANDO PESSOA tal como o nome indica, existe para a comunicacao e participacao activa entre PESSOAS que gostam/admiram a obra/vida deste POETA (nao para promocao pessoal, nem de poesia alheia -a nao ser que haja uma relacao explicita com a obra ou a vida do Poeta em questao.......assim sendo,TODOS SAO LIVRES PARA PARTICIPAR, no entanto,tudo o que seja considerado alheio/inapropriado sera excluido, bem como os abusadores poderao esperar o tratamento devido... ALL SPAM will be DELETED, BLOCKED and REPORTED so...don't waste our time and yours, enjoy the poetry instead and let us know HOW/WHY do you like FERNANDO PESSOA and his POETRY

Blog EntryAug 20, '11 5:35 AM
by esperança for everyone

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? 
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. 
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. 
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. 
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. 
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. 
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. 
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". 
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão


ReviewReviewReviewReviewReviewJun 20, '11 5:58 AM
by JOAKIMPAZ - ART&DESIGN for everyone
Category:Books
Genre: Literature & Fiction
Author:Fernando Pessoa
RICARDO REIS
___________________
___________________


Tirem-me os deuses
em seu arbítrio
superior e urdido às escondidas
o Amor, glória e riqueza.

Tirem, mas deixem-me,
deixem-me apenas
a consciencia lúcida e solene
das coisas e dos seres

Pouco me importa
amor ou glória.
A riqueza é um metal, a glória é um eco
e o amor uma sombra.

Mas a concisa
atenção dada
às formas a às maneiras dos objectos
tem abrigo seguro.

Seus fundamentos
são todo o mundo,
seu amor é o plácido Universo,
sua riqueza é a vida.

A sua glória
é a suprema
certeza da solene e clara posse
das formas dos objectos.

O resto passa
e teme a morte.
Só nada teme ou sofre a visão clara
e inútil do Universo.

Essa a si basta.
Nada deseja
salvo o orgulho de ver sempre claro
Até deixar de ver.

-------------
Bocas roxas de vinho,
Testas brancas sob rosas,
Nus, brancos antebraços
Deixados sobre a mesa;

Tal seja, Lídia, o quadro
Em que fiquemos, mudos,
Eternamente inscritos
Na consciencia dos deuses.

Antes isto que a vida
Como os homens a vivem,
Cheia da negra poeira
Que erguem das estradas.

Só os deuses socorrem
Com seu exemplo aqueles
Que nada mais pretendem
Que ir no rio das coisas.
-----------------------

Prefiro rosas, meu amor, à Pátria
e antes magnólias amo
que a glória e a virtude.

Logo que a vida me não canse, deixo
que a vida por mim passe
logo que eu fique o mesmo.

Que importa àquele a quem já nada importa
que um perca e outro vença,
se a aurora raia sempre,

Se cada ano com a Primavera
as folhas aparecem
e com o Outono cessam ?

E o resto, as outras coisas que os humanos
acrecentam à vida,
que me aumentam na alma ?

Nada, salvo o desejo de indif'rença
e a confiança mole
na hora fugitiva.

Segue o teu destino,
rega as tuas plantas,
ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
de árvores alheias.

A realidade
sempre é mais ou menos
do que nós queremos.
Só nós somos sempre
iguais a nós-próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

____________________________
Dia após dia a mesma vida é a mesma.
O que decorre, Lídia,
No que nós somos como em que não somos
Igualmente decorre.
Colhido, o fruto deperece, e cai
Nunca sendo colhido.
Igual é o fado, quer o procuremos,
quer o 'speremos. Sorte
Hoje, Destino sempre, e nesta ou nessa
Forma alheio e invencível.
-----------------
Tão cedo passa tudo quanto passa!
Morre tão jovem ante os deuses quanto
Morre! Tudo é tão pouco!
Nada se sabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala. O mais é nada.
_________________
Não só quem nos odeia ou nos inveja
Nos limta e oprime; quem nos ama
Não menos nos limita.
Que os deuses nos concedam que, despido
De afectos, tenha a fria liberdade
Dos píncaros sem nada.
Quem quer pouco, tem tudo; quem quer nada
É livre; quem não tem, e não deseja,
Homem, é igual aos deuses.
_________________________
Não sei se é amor que tens, ou amor que finges,
o que me dás. Dás-mo. Tanto me basta.
Já que o não sou por tempo,
Seja jovem por erro.
Pouco os deuses nos dão, e o pouco é falso.
Porém se o dão, falso que seja, a dádiva
É verdadeira. Aceito,
Cerro os olhos: é bastante.
Que mais quero ?
______________________
Sereno aguarda o fim que pouco tarda.
Que é qualquer vida? Breves sóis e sono.
Quanto pensa emprega
Em não muito pensares.
Ao nauta o mar obscuro é a rota clara.
Tu, na confusa solidão da vida,
A ti mesmo te elege
(Não sabes de outro) o porto.
___________________________-
Vive sem horas.Quanto mede pesa,
E quanto pensas mede.
Num fluido incerto nexo, como o rio
Cujas ondas são ele,
Assim teus dias vê, e se te vires
Passar, como a outrem, cala.
_________________________
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
_________________________
Quero ignorado, e calmo
Por ignorado, e próprio
Por calmo, encher meus dias
De não querer mais deles.

Aos que a riqueza toca
O ouro irrita a pele
Aos que a fama bafeja
Embacia-se a vida.

Aos que a felicidade
É sol, virá a noite.
Mas ao que nada ´spera
Tudo o que vem é grato.
____________________________
Estás só. Ninguém o sabe. Cala e finge.
Mas finge, sem fingimento.
Nada 'speres que em ti já não exista,
Cada um consigo é triste.
Tens sol se há sol, ramos se ramos buscas,
Sorte se a sorte é dada.
_____________________________
Cada um cumpre o destino que lhe cumpre,
E deseja o destino que deseja;
Nem cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.

Como pedras nas orlas dos canteiros
O Fado nos dispõe, e ali ficamos;
Que a Sorte nos fez postos
Onde houvemos de sê-lo.

Não tenhamos melhor conhecimento
Do que nos coube que de que nos coube.
Cumpramos o que somos.
Nada mais nos é dado.


May 11, '11 9:40 PM
by JOAKIMPAZ - ART&DESIGN for everyone
Category:Books
Genre: Other
Author:FERNANDO PESSOA
QUADRAS AO GOSTO POPULAR - FERNANDO PESSOA

Eu tenho um colar de perolas
enfiado para ta dar
As per'las sao os meus beijos
o fio e' o meu penar

A terra e' sem vida
vive mais que o coraçao...
e envolve-te a terra fria
e a minha saudade nao

Deixa que um momento pense
que ainda vives ao meu lado...
triste de quem por si mesmo
precisa ser enganado!

Nao sei se a alma no Alem vive...
Morreste! Quero morrer!
Se vive, ver-te-ei;se nao,
so' assim te posso esquecer

A caixa que nao tem tampa
Fica sempre destapada
Da'-me um sorriso dos teus
porque nao quero mais nada

No baile em que dançam todos
alguem fica sem dançar
melhor e' nao ir ao baile
do que estar la' sem la' estar

Vale a pena ser discreto?
nao sei bem se vale a pena
o melhor e' estar quieto
e ter a cara serena

O' minha menina loura
O' minha loura menina
diz a quem te ve agora
que ja' foste pequenina

Todas as coisas que dizes
afinal nao sao verdade
mas, se nos fazem felizes
Isso e' a felicidade

Todos os dias que passam
sem passares por aqui
sao dias que me desgracam
por me privarem de ti

Nao me digas que me queres
pois nao sei acreditar
no mundo ha' muitas mulheres
mas todas mentem a par

O moinho de cafe'
Moi grao e faz deles po'
o po' que a minha alma e'
Moeu quem me deixa so'

Ribeirinho, ribeirinho
que vais a correr ao leu
Tu vais a correr sozinho
ribeirnho, como eu

Tua boca me diz sim,
teus olhos me dizem nao
Ai, se gostasses de mim
e sem saber a razao

Quero la saber por onde
andaste todo este dia !
Nunca faz bem quem se esconde...
mas onde foste, Maria ?

Moreninha, moreninha,
com olhos pretos a rir
sei que nunca seras minha
mas quero ver-te sorrir

O teu lenco foi mal posto
pela pressa que to pos
mais mal posto e' o meu desgosto
do que nao ha entre nos

Duas vezes eu tentei
dizer-te que te queria´
e duas vezes te achei
so' a que falava e ria

Tenho um desejo comigo
que hoje te venho dizer
queria ser teu amigo
com a amizade a valer

Vai longe, na serra alta
a nuvem que nela toca...
Da'-me aquilo que me falta -
os beijos da tua boca

Rezas porque outros rezaram
e vestes a' moda alheia
quando amares ve se amas
sem ter o amor na ideia

O que sinto e o que penso
de ti e' bem e e' mal
E' como quando uma xicara
tem o pires desigual

Compreender um ao outro
E' um jogo complicado
pois quem engana nao sabe
se nao estava enganado


Chamam-te boa, e o sentido
Nao e' bem o que supunha
Boa nao e' apelido
E', quanto muito, alcunha.

Ha' dois dias que nao vejo
modo de tornar-te a ver
se outros tambem te nao vissem
desejava sem sofrer

Se te queres despedir
nao te despidas de mim
que eu nao posso consentir
que tu me trates assim

O coracao e' pequeno
coitado, e trabalha tanto!
De dia a ter que chorar,
de noite a fazer o pranto...

Do alto da torre da igreja
ve-se o campo todo em roda
so' do alto da esperança
vemos nos a vida toda

Da'-me um sorriso a brincar
da'-me uma palavra a rir
eu me tenho por feliz
so' de te ver e te ouvir

Eu voltei-me para tras
para ver se te voltavas
ha' quem de favas aos burros
mas eles comem as favas

Ouves-me sem me entender
sorris sem ser porque falo
E' assim muita mulher
mas nem por isso me calo

Se eu te pudesse dizer
o que nunca te direi
tu terias que entender
aquilo que nem eu sei

Ao dobrar o guardanapo
para o meteres na argola
fizeste-me conhecer
como um coracao se enrola

Quando eu era pequenino
cantavam para eu dormir
foram-se o canto e o menino.
Sorri-me para eu sentir!

Fui passear no jardim
Sem saber se tinha flores
Assim passeia na vida
Quem tem ou nao tem amores

Eu bem sei que me desdenhas
mas gosto que seja assim
que o desdem que por mim tenhas
sempre e' pensares em mim

Tenho uma ideia comigo
de que nao quero falar.
Se a ideia fosse um postigo,
era p'ra te ver passar

Andorinha que vais alta,
porque nao me vens trazer
qualquer coisa que me falta
e que te nao sei dizer?

Tenho um lenço que esqueceu
a que se esquece de mim
nao e' dela, nao e' meu
nao e' principio nem fim

Duas horas vao passadas
sem que te veja passar
que coisas mal combinadas
que sao amor e esperar!

Houve um momento entre nos
em que a gente nao falou.
Juntos, estavamos sos.
Que bom e' assim estar so'

Vai alta sobre a montanha
uma nuvem sem razao
meu coraçao acompanha
o nao teres coraçao

Andei sozinho na praia
andei na praia a pensar
no jeito da tua saia
quando la' estiveste a andar

Onda que vens e que vais
mar que vais e depois vens
ja' nao sei se tu me atrais,
e se me atrais, se me tens

Olhas para mim as vezes
como quem sabe quem sou
depois passam dias, meses
sem que vas por onde vou

A vida e' um hospital
Onde quase tudo falta.
Por isso ninguem se cura
e morrer e' que e' ter alta.

Tenho um segredo comigo
que me faz sempre cismar
E' se quero estar contigo
ou quero contigo estar.

Teu olhar nao tem remorsos
nao e' por nao ter que os ter.
E' porque hoje nao e' ontem
E viver e' so' esquecer.

Que tenho o coracao preto
Dizes tu, e inda te alegras.
Eu bem sei que o tenho preto;
Esta' preto de nodoas negras

Na praia de Monte Gordo
Meu amor, te conheci.
Por ter estado em Monte Gordo
E' que assim emagreci.

Tens vontade de comprar
o que ves so' porque o viste.
So' a tenho de chorar
porque so' compro o ser triste.

Teus olhos querem dizer
aquilo que nao se diz...
Tenho muito que fazer...
Que sejas muito feliz!

O papagaio do paço
nao falava - assobiava
sabia bem que a verdade
nao e' coisa de palavra.






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Mais informacao interessante em

http://www.umfernandopessoa.com

mais um site dedicado ao grande poeta e pensador fernando pessoa onde pode encontrar (quase) todos os pormenores sobre a sua vida e obra, incluindo os primeiros textos publicados, incluindo o Primeiro Poema, abaixo reproduzido e escrito quando teria cerca de 7 anos de idade:

Primeiro poema


Ó terras de Portugal
Ó terras onde eu nasci
Por muito que goste delas
Inda gosto mais de ti.

Fernando Pessoa
1895


e o primeiro texto publicado aos 14, no jornal "O Imparcial", Ano II, N.º 433 a 18 de Julho de 1902:

Glosa a uma quadra de Augusto Gil


MOTE

Teus olhos, contas escuras,
São duas Ave Marias
Du’m rosário d’amarguras
Que eu rezo todos os dias.


GLOSA

Quando a dor me amargurar,
Quando sentir penas duras,
Só me podam consolar
Teus olhos, contas escuras.

D’elles só brotam amores:
Não há sombras d’ironias;
Esses olhos sedutores
São duas Ave Marias.

Mas se a ira os vêm turvar
Fazem-me sofrer torturas
E as contas todas rezar
D’um rosário d’amarguras.

Ou se os alaga a aflição
Peço p’ra ti alegrias
N’uma fervente oração
Que rezo todos os dias!


Fernando Pessoa
1902

Photo AlbumJULIO POMAR E FERNANDO PESSOAJun 30, '10 7:18 PM
by JOAKIMPAZ - ART&DESIGN for everyone
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PINTURA E DESENHO de JULIO POMAR com FERNANDO PESSOA por inspiracao

Disse Fernando Pessoa:"O futuro de Portugal, que não calculo mas sei, está escrito nas Trovas do Bandarra. Esse futuro é sermos tudo."
Excerto do filme "Mensagem", dirigido e montado por Luis Vidal Lopes, estreado no cinema S.Luiz, em Lisboa, no dia 13 de Junho de 1988 e baseado no livro homónimo de Fernando Pessoa. Argumento e texto de Manuel Gandra e Luis Vidal Lopes. Poemas, cartas e textos originais de Fernando Pessoa. Fotografia de Manuel Costa e Silva. Musica de Gustave Holtz. Produção de Cristina Hauser. Filipe Ferrer no papel de Fernando Pessoa e Sebastião Arenque como Bandarra.



Photo AlbumJULIO POMAR E FERNANDO PESSOAJun 21, '10 12:17 AM
by JOAKIMPAZ - ART&DESIGN for everyone
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PINTURA E DESENHO POR JULIO POMAR

"Troquemos Fatima por Trancoso" - Fernando Pessoa

 

Troquemos a catoliCIA rOMANA (catolica astucia dos romanos) , que nunca desistiram de querer ser universais, mas que de facto nao passam das resquicias dos espertos imperios constantinos, das lucrecias & borgias descarados, mais as legioes de vendilhoes & demais companhia, felizmente , limitada (que em tempos idos comercializavam o perdao dos pecados e o acesso aos ceus das suas fantasias, mas hoje e agora se vao limitando á industria dos figurinos de cera e etc e tal) … troquemo-los tao logo quanto possivel, pelo V Imperio dum Portugal Universal, Imperio do Espirito, da Luz, da Razao, da Verdade, da Justica, da Cultura, dos Poetas e Artistas Livres e Soberanos… e deixemos os papinhas, os papoes e os papistas se sumirem entre as brumas da memoria, de rabinho entre as labitas … e deixemo-los la reinar sobre as teias de aranha e os ninhos de moscas do ValToscano, - tambem conhecido por (Va(iPe)ti(s)can(d)o -, enquanto ainda for o seu limitado e breve tempo…

 

Bye Bye, RatoZinger parlaBento, cantas bem mas nao me alegras…

Adeus e Vai-te Embor(i)a….. Para Bem Longe da Memoria…

;)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))

Joakim Paz

Portugal, 13.5.2010



ReviewReviewReviewReviewReviewApr 24, '09 9:23 AM
by JOAKIMPAZ - ART&DESIGN for everyone
Category:Books
Genre: Literature & Fiction
Author:FERNANDO PESSOA
fernando pessoa-inedito fernando pessoa-inedito maualevi Poesias inéditas do poeta português que mais influencia os poetas, e amantes da poesia, neste século. Ao lado da escritora Clarice Lispector, os dois, cada um na sua especialidade literária, estão presentes na forma de pensar das pessoas deste século.

Photo AlbumPESSOA VISUALApr 21, '09 1:53 AM
by JOAKIMPAZ - ART&DESIGN for everyone
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Pequene seleccao de imagens sobre a vida e obra do poeta.
Muito mais no grupo do Flickr:
http://www.flickr.com/groups/fernando_pessoa/

ou ainda mais na pesquisa Flickr(4889 resultados):
http://www.flickr.com/search/?ss=2&ct=6&w=all&q=fernando+pessoa&m=text

Tu que tiveste o sonho de ser a voz de Portugal
tu foste de verdade a voz de Portugal
e não foste tu!
Foste de verdade, não de feito, a voz de Portugal.
De verdade e de feito só não foste tu.
A Portugal, a voz vem-lhe sempre depois da idade
e tu quiseste acertar-lhe a voz com a idade
e aqui erraste tu,
não a tua voz de Portugal
não a idade que já era de hoje.
Tu foste apenas o teu sonho de ser a voz de Portugal
o teu sonho de ti
o teu sonho dos portugueses
só sonhado por ti.
Tu sonhaste a continuação do sonho português
somos todos os séculos de Portugal
somados todos os vários sonhos portugueses
tu sonhaste a decifração final
do sonho de Portugal
e a vida que desperta depois do sonho
a vida que o sonho predisse.
Tu tiveste o sonho de ser a voz de Portugal
tu foste de verdade a voz de Portugal
e não foste tu!
Tu ficaste para depois
E Portugal também.
Tu levaste empunhada no teu sonho a bandeira de Portugal
vertical
sem pender para nenhum lado
o que não é dado pra portugueses.
Ninguém viu em ti, Fernando,
senão a pessoa que leva uma bandeira
e sem a justificação de ter havido festa.
Nesta nossa querida terra onde ninguém a ninguém admira
e todos a determinados idolatram.
Foi substituído Portugal pelo nacionalismo
que é maneira de acabar com partidos
e de ficar talvez o partido de Portugal 
mas não ainda apenas Portugal!
Portugal fica para depois
e os portugueses também
como tu.

 

Almada Negreiros

____________

ESCULTURA: HOMENAGEM A FERNANDO PESSOA - LISBOA


 

Estou cheio de tédio, de nada. Em cima da cama
Leio, com uma minuciosidade atómica,
Lentamente, com uma atenção sem chama,
A Nova Enciclopédia Maçónica.

Penso no que fui (não me escapam as entrelinhas),
E o que a minha alma quis e a minha vida fez,
Coube-me, como a uma senhora um carrinho de linhas,
No meio do Grau 32 do Rito Escocês.

O que quis do passado por brisas se esfolha,
O que pude de oculto teve a tempo medo;
E olho a sorrir o título no alto da folha:
Sublime Príncipe do Rial Segredo…

 

- Alvaro de Campos    ---    8-8-1934

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Fonte: http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/index.php?id=2258

Ilustracao : Gilmar Fraga


Blog EntryApr 18, '09 11:24 PM
by JOAKIMPAZ - ART&DESIGN for everyone
A liberdade, sim, a liberdade!
A verdadeira liberdade!
Pensar sem desejos nem convicções.
Ser dono de si mesmo sem influência de romances!
Existir sem Freud nem aeroplanos,
Sem cabarets, nem na alma, sem velocidades, nem no cansaço!
A liberdade do vagar, do pensamento são, do amor às coisas naturais
A liberdade de amar a moral que é preciso dar à vida!
Como o luar quando as nuvens abrem
A grande liberdade cristã da minha infância que rezava
Estende de repente sobre a terra inteira o seu manto de prata para mim…
A liberdade, a lucidez, o raciocínio coerente,
A noção jurídica da alma dos outros como humana,
A alegria de ter estas coisas, e poder outra vez
Gozar os campos sem referência a coisa nenhuma
E beber água como se fosse todos os vinhos do mundo!

Passos todos passinhos de criança…
Sorriso da velha bondosa…
Apertar da mão do amigo sério…
Que vida que tem sido a minha!
Quanto tempo de espera no apeadeiro!
Quanto viver pintado em impresso da vida!
Ah, tenho uma sede sã. Dêem-me a liberdade,
Dêem-me no púcaro velho de ao pé do pote.
Da casa do campo da minha velha infância…
Eu bebia e ele chiava,
Eu era fresco e ele era fresco,
E como eu não tinha nada que me ralasse, era livre.
Que é do púcaro e da inocência?
Que é de quem eu deveria ter sido?
E salvo este desejo de liberdade e de bem e de ar, que é de mim?

 

ALVARO DE CAMPOS             ---                                   

17 - 8 - 1930

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FONTE:  http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/

ILUSTRACAO  de Almada Negreiros (1964)


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Yasbeck nos traz com criatividade, humor e muita emoção; Fernando Pessoa contracenando com seus heterônimos.
Imperdível.

Photo AlbumPESSOA VISUAL Feb 24, '09 9:16 PM
by JOAKIMPAZ - ART&DESIGN for everyone
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nada sou, nada posso, nada sigo.

trago, por ilusao, meu ser comigo.

nao compreendo compreender,

nem sei se hei-de ser,

sendo nada,o que serei

Tabacaria
por Álvaro de Campos
Escrito em 15-1-1928.

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

(texto completo em :
http://pt.wikisource.org/wiki/Tabacaria

Álvaro de Campos was one of Fernando Pessoa's various heteronyms, widely known by his powerful and wraithful writing style. Campos' works may be split in three phases: the decadentist phase, the futuristic phase and the decadent (sad) phase. He chose Marinetti and Whitman as masters, showing some similitarities with their works, mainly in the second phase: hymns like "Ode Triunfal" and "Ode Marítima" praise the power of the rising technology, the strength of the machines, the dark side of the industrial civilization, and an enigmatic love for the machines. The first phase (marked by the poem Opiário) shared some of its pessimism with Pessoa's friend Mário de Sá-Carneiro, one of his co-workers in Orpheu magazine. In the last phase, Pessoa drops the mask, and reveals through Campos all the emptiness and nostalgy that grew during his last years of life. He lived in Barrow-in-Furness, Cumbria, England for a time where he studied Ship Engineering (of which Pessoa wrote a poem about).



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Photo AlbumESPÓLIO FERNANDO PESSOAFeb 23, '09 7:25 PM
by JOAKIMPAZ - ART&DESIGN for everyone
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Onde encontrar a obra do poeta, dactilografada, manuscrita e corrigida pelo próprio

http://purl.pt/1000/1/index.html

LinkFeb 6, '09 12:43 PM
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Link: http://purl.pt/1000/1/index.html

A Bibliteca Nacional Digital,

http://bnd.bn.pt/

como parte integrante da Biblioteca Nacional de Portugal,

http://www.bnportugal.pt/

disponibiliza em formato digital a obra do Poeta, (ver link acima)que inclui a grande maioria dos seus manuscritos e copias dactilografadas.

e onde tambem podem ser encontrados os espolios de outros importantes poetas portugueses, como Miguel Torga, Bocage, Florbela Espanca, entre outros, alem de providenciar ligacoes á grande maioria das bibliotecas do mundo inteiro

http://pesquisa.bn.pt/bn-mundo/index.html


Photo AlbumFERNANDO PESSOA - GRAFITTIFeb 3, '09 8:13 PM
by JOAKIMPAZ - ART&DESIGN for everyone

Pages:12345
Fernando Pessoa
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